A partir de 1997, vários outros projetos paralelos foram absorvendo tempo dos músicos do Rush Cover que tiveram que reduzir o número de apresentações. Naquele ano, o destaque foi a participação do grupo no festival Rock Arena, realizado no Espaço Cultural, em João Pessoa. O grupo só voltaria a tocar na cidade mais de sete anos depois.
Edu Montenegro, para desconsolo dos fãs do Rush Cover, agora estava se dedicando ao seu novo amor, a guitarra. As baquetas foram abandonadas num canto. Dinoá, integrava o Molho Inglês, conhecido grupo cover dos Beatles, de João Pessoa, e Zé Filho se dedicava a gravar o seu primeiro CD solo. O Rush Cover dava uma pausa.
Em 1999, Dinoá se mudou para a Argentina. A primeira fase do Rush Cover estava definitivamente encerrada. O último show aconteceria no Recife e contou com Dinoá, Zé Filho e um baterista convidado, Lula Nicácio (atual integrante do popular grupo Capim Cubano).
Mas, para quem pensava que a história do Rush Cover terminava ali, uma surpresa: depois de cinco anos morando no exterior, Dinoá regressa ao Brasil. Seu desembarque em João Pessoa, na madrugada de 28 de dezembro de 2003, marca o momento exato da volta do Rush Cover. E o músico voltou com ânimo novo, desejoso de retomar o projeto. Por sorte, Montenegro compartilhava da mesma vontade de ressuscitar o grupo novamente. Uma vontade embalada pela, então, recente passagem do Rush original pelo Brasil, ocorrida em 2002. Dinoá os viu em Porto Alegre, Edu foi ao show do Rio. Pela internet, os dois músicos comentaram o sonho realizado por ambos, o de ver o trio canadense ao vivo e, conversa vai, conversa vem, as lembranças dos grandes momentos do Rush Cover vieram, naturalmente, à baila. Dinoá estava de volta a João pessoa? Então, que voltassem a acender os holofotes sobre o Rush Cover!
E os tempos agora eram outros! Os dois músicos estavam muito mais experientes. Em Mendoza, na Argentina, onde estava radicado, Dinoá havia tido a oportunidade de realizar vários projetos musicais de peso, destacando-se o grupo Dirty Fingers, com o qual o músico gravou um CD demo e colocou nas rádios locais um par de canções próprias, além de ter participado do Blackbird, grupo cover dos Beatles, cujo grande mérito foi o de ter sido selecionado para participar, em agosto de 2004, do Liverpool International Festival, na lendária cidade inglesa. Mas, não foi dessa vez que Dinoá realizou o velho sonho de tocar na terra natal dos Beatles, já que, o baixista original da banda, Daniel Follonier, a quem Dinoá estava susbtituindo por um período, havia reassumido sua posição..
Edu Montenegro também havia acumulado experiências pra lá de importantes: aperfeiçoou sua técnica como guitarrista, efetuando estudos no IG&T, em São Paulo e tocou ao lado de monstros mais do que consagrados como Mozart Melo, Faíska e Edu Ardanuy, só para citar alguns.
Para a guitarra, foi recrutado Walter Guimarães, músico conhecido por seu trabalho com os grupos Metallica Cover e Metal Brain, com quem gravou um CD. Os ensaios com o novo Rush Cover começaram em fevereiro de 2004. Guimarães trouxe sangue novo para o grupo, reproduzindo com grande fidelidade a riqueza timbrística de Lifeson. Sem dúvida, o Rush Cover estava de volta!